sexta-feira, 15 de março de 2013
O gigantesco desafio do emprego nos Açores
Não sendo alheios à realidade nacional, os Açores estão perante um
período doloroso – quer para as empresas, quer para as famílias.
Numa economia intrinsecamente modesta, torna-se cada vez mais difícil
manter postos de trabalho. Porém, os empresários açorianos resistem como podem
e acredito que apenas recorram ao despedimento em último caso.
O Governo Regional, confrontado com uma conjuntura de grande
adversidade, tem tomado medidas muito concretas através da Agenda Açoriana para
a Criação de Emprego e Competitividade: a criação do programa de incentivo à
Criação do Próprio Emprego (CPE) – PREMIUM; o Programa de Incentivo à Inserção
dos Estagiários L e T (PIIE) no tecido empresarial; e o reforço do potencial
produtivo regional que pretende facilitar a comercialização dos produtos
regionais na hotelaria e na restauração. Outra das medidas assumidas pelo
Executivo de Vasco Cordeiro é o estabelecimento de prioridade nos programas de
emprego para casais em que ambos os membros se encontrem numa situação de
desemprego.
Por outro lado, o Secretário Regional do Turismo e Transportes, Vítor
Fraga, revelou na BTL uma nova estratégia para o turismo nos Açores assente nas
experiências em família, o que proporciona novos desafios aos empresários do
sector, criando novas oportunidades de gerar receita. A criação da Via Verde
para as Exportações é outro dos mecanismos previstos para aumentar as receitas
dos empresários açorianos.
Assim se vai procurando combater o desemprego nos Açores, face ao que
vai sucedendo no restante território nacional.
Na última década tombaram em Portugal 500 mil postos de trabalho.
Porém, deve realçar-se que apenas num ano, em 2012, desapareceram 205 mil
postos de trabalho: graças à governação austera PSD-CDS/PP, que empurrou o
emprego para níveis de 1995. Como se estes indicadores não fossem
suficientemente preocupantes, Pedro Passos Coelho ainda se atreve a sugerir uma
redução do salário mínimo nacional. Encapotadamente, este executivo nacional já
baixou os ordenados a todos os portugueses através da via dos impostos, diretos
e indiretos. No mínimo: uma vergonha.
No Arquipélago, o PSD/A entretém-se a “desafiar” o PS/A e o GRA a
aprovar as suas propostas, numa postura de infantilidade política. Houvesse
maturidade no PSD/A e o desafio seria apontado ao PSD nacional, no sentido de
atenuar o esforço que tem vindo a ser imposto a todos os portugueses.
Não tenhamos dúvidas; a criação de emprego (e emprego digno!) é o
grande desafio dos Açores na(s) próxima(s) década(s). Não é algo que deva ser
encarado com leviandade, nem aproveitado para jogadas políticas de uma oposição
que procura desesperadamente o seu rumo. Nem o emprego se cria por decreto.
Na minha perspetiva, a criação de emprego na Região passa pelo aumento
das exportações, pelo aumento das receitas do turismo, pelo reforço do empreendedorismo
e pela criação de condições favoráveis para que as empresas (nacionais ou
internacionais) se multipliquem em território açoriano.
In Açores9:
In Terra Nostra:
Também: psacores.org, jornaldiario.com, Açores9, O Breves, Jornal do Pico, Terra Nostra
In Açores9:
In Terra Nostra:
In Jornal do Pico:
Também: psacores.org, jornaldiario.com, Açores9, O Breves, Jornal do Pico, Terra Nostra
Tiago Matias
Tradutor
Subscrever:
Mensagens (Atom)


