Bom, eu reconheço que não sou especialista na
gestão/eliminação de resíduos sólidos urbanos. Mas hoje aprendi algumas coisas
sobre o projeto de incineradora proposto pela AMISM para S. Miguel:1) A incineradora a instalar dispõe de filtros de última geração, que reduzem substancialmente a emissão de dioxinas, o principal problema das incineradoras no passado. A incineradora será menos poluente do que a Central Termoelétrica do Caldeirão;
2) A incineração não é contrária à reciclagem; os resíduos recicláveis (papel, plásticos, vidro, metal) continuarão a ser separados e enviados para o continente, sendo entregues à Sociedade Ponto Verde. O envio destes resíduos gera receitas para os Açores, pagas pela SPV. Os materiais orgânicos continuarão a ser processados para compostagem;
3) A incineradora irá utilizar como combustível os pneus e óleos usados pelos veículos automóveis de S.Miguel. Um resíduo que tinha de ser transportado para o continente (queimando-se mais gasóleo e emitindo mais CO2) passa a ser um combustível. O calor gerado irá gerar eletricidade – complementando as fontes geoelétricas, hidroelétricas e eólicas - ajudando-nos também a libertarmo-nos da dependência do gasóleo;
4) Para além dos resíduos urbanos, a incineradora processará também resíduos empresariais.
5) Os pneus e óleos incinerados constituirão cerca de 10% dos materiais a incinerar e desta incineração será possível recuperar 99% da malha metálica integrada nos pneus, para reciclagem;
6) Os aterros são uma solução insustentável. A capacidade do aterro em utilização esgotar-se-á em 2015 e será necessário abrir outro aterro. Com as limitações de espaço inerentes a uma ilha é óbvio que os aterros não serão uma solução viável no longo prazo.
7) Neste momento trabalham cerca de 100 pessoas no Ecoparque, algumas das quais qualificadas. A incineradora deverá gerar emprego qualificado em S. Miguel;
8) Outras regiões insulares já adotaram a incineração como solução, nomeadamente a Madeira e as Canárias;
É também bastante importante realçar que a AMISM tem um rpograma de visitas de estudo ao Acoparque para que as crianças tenham contato direto com as quantidades de lixo geradas e para as sensibilizar para a redução e separação de lixos.
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